Parte 3 – Dicas Práticas

14/02/2015 13:03

Parte 3 – Dicas Práticas

 

4) Existem exemplos desse tipo de relacionamento na Palavra de Deus?

Temos pelo menos quatro exemplos bíblicos que ilustram bem o tipo de relacionamento e de compromisso que Deus espera de seus filhos.

-         Adão e Eva (Gn. 2:18 a 24)
-         Isaque e Rebeca (Gn. 24)
-         Jacó e Raquel (Gn. 29)
-         José e Maria (Mt. 1 e 2; Lc. 1)

Nesses exemplos existem vários princípios e lições a serem tiradas. Queremos destacar alguns que são comuns entre eles:

a)     Estavam envolvidos com Deus e com a Sua vontade;
b)     O relacionamento visava, primeiramente, satisfazer a Deus;
c)      Havia maturidade (física, emocional, espiritual, profissional);
d)     Não buscaram o jugo desigual;
e)     Confiaram e deixaram que Deus escolhesse;
f)        Tinham um bom relacionamento com as suas famílias;
g)     Os princípios de autoridade e submissão eram claros para eles;
h)      Tinham idoneidade e responsabilidade;
i)        Os noivos “pagaram o preço “ pelas suas noivas (valorizaram);
j)        As noivas eram hospitaleiras, prestativas e submissas;
k)      Não eram mulheres volúveis;
l)        Os noivos eram trabalhadores e determinados;
m)   Eles tinham proposta e alvos claros para o relacionamento.

6) E se, apesar de ter dado todos esses passos, chegar a conclusão de que fiz uma escolha errada para o casamento?

Não tome nenhuma decisão precipitada. É possível que seja apenas um conflito de emoções e sentimentos. Busque conselho com seu(sua) discipulador(a), pastor ou um amigo sério.

Se, porém, chegarem à conclusão de que não devem se casar, podem e  devem desfazer o compromisso. Melhor que isso aconteça antes do que um fracasso no casamento (decisão irreversível).

Essa decisão deve ser comunicada publicamente para que toda a congregação saiba que não estão mais comprometidos e livres para um novo relacionamento.

Se o compromisso foi desfeito porque uma das partes foi leviana ao se comprometer, os líderes daquela pessoa deverão corrigi-la devidamente (nossa sugestão).

Cremos, contudo, que situações como essa serão extremamente raras, devido as etapas estabelecidas nesse relacionamento.

Resumindo

Por tudo aquilo que vimos até aqui, podemos concluir que:

Ø  O ambiente ideal para que os relacionamentos sejam confirmados deve ser aquele onde haja muita amizade, companheirismo, convivência, etc., ou seja, no meio do Corpo de Cristo.

Ø  Nenhum jovem deve se comprometer, sem que antes tenha se definido e amadurecido nas seguintes áreas:
a)     Física e moral – Uma pessoa em formação não pode assumir nenhuma responsabilidade como um casamento;
b)     Emocional – Estável nos relacionamentos com sua família, sociedade, negócios, etc.;
c)      Profissional – Ter condições mínimas de sustentar e dar uma vida digna para sua futura família;
d)     Espiritual – Ter descoberto sua posição no Corpo, sua função e estar envolvido na vida de serviço e de comunhão da Igreja. A mulher foi chamada para ser auxiliadora idônea do homem, por isso a importância de que ele saiba qual é a sua missão, para que ela possa auxiliá-lo nesse serviço.

Ø  Fica claro que novos convertidos não estão aptos para assumirem esse tipo de compromisso. Existem casos em que o casal já se relacionava antes de conhecer a  Cristo. Neste caso, é preciso muita conversa com pastores e/ou discipuladores para ajudar estes jovens a não viverem nos padrões que andavam antes de conhecer a Cristo.

Ø Não há base bíblica para relacionamentos fora do Corpo de Cristo (jugo desigual). A igreja não pode abençoar aquilo que o Senhor de antemão desaprova.

Ø Devemos evitar todo o tipo de “torcida organizada”, dando os famosos “empurrões” e incentivando relacionamentos que ainda não estão amadurecidos no coração do rapaz e da moça. Isso pode causar constrangimentos e pressioná-los a tomar decisões, às vezes, irreversíveis.

Ø  Os pastores devem resistir às pressões para baixarem o padrão estabelecido por Deus. Há um raciocínio no mundo onde o ERRADO passa a ser COMUM que passa a ser NORMAL. Corremos o risco de perder a postura de repulsa e considerar certos pecados como inevitáveis. Define-se PROFANO como aquilo que está entre o SANTO e o IMPURO (É o comum).

Ø Os pais devem ser muito cuidadosos ao tratarem desse assunto, para não brincarem com os sentimentos de seus filhos ou gerarem algum tipo de ansiedade neles (Ex. “ Eu queria tanto que você se casasse com fulana(o))”.

Ø O relacionamento comprometido deve ser pautado por princípios de Santidade e Pureza, de acordo com a Palavra de Deus.

Ø Deve existir proposta e alvos claros no relacionamento para que este não se perca por falta de objetividade, torne-se muito longo e não aponte para o casamento. No reino de Deus não existem “namorinhos”.

Fontes

·         “Amizade e Observação” – Igreja no Rio de Janeiro.
·         “Relacionamento entre os solteiros” – Igreja no Rio de Janeiro.
·         “Namoro ou noivado? Tempos de acerto para o casamento” – Jamê Nobre.
·         “Namoro sob o ponto de vista de Deus” – Oswaldo R. da Silva Jr.
·        “Conflitos da Vida”- Larry Coy.
-      “Antes de dizer sim” – Jaime Kemp

Que o Senhor Jesus ilumine os olhos do nosso entendimento (Ef. 1:17) para entendermos que esses princípios são para o nosso bem e não para o mal.

No amor de Jesus, Rômulo Racanelli